Tudo começa com uma planta. Nativo da América do Sul, México e Índias Ocidentais, o tabaco pertence ao gênero Nicotiana. O tabaco comum (N. tabacum ) é um espécime alto. Ela cresce de quatro a seis pés de altura. Suas folhas são enormes. Alguns chegam a um metro de comprimento. Eles são largos e geralmente cobertos com flores rosa.
Cristóvão Colombo não inventou a cultura. Ele apenas relatou isso. Quando chegou às Américas, viu pessoas usando as folhas exatamente como fazemos hoje. Eles os fumaram. Eles os mastigaram. Eles os usaram como rapé. Mas eles também os usavam em cerimônias religiosas. Havia a crença de que a planta possuía poderes medicinais.
Essa crença viajou para o oeste. Os europeus levaram a ideia para o outro lado do oceano. Tornou-se uma mercadoria de imenso valor. Os colonos britânicos confiaram nisso. Eles o trocaram por produtos manufaturados da Europa. Foi o principal item de troca.
Agora sabemos o custo. Os riscos para a saúde são graves. O tabaco causa vários tipos de câncer. Ela desencadeia uma série de doenças respiratórias. As campanhas contra o seu uso têm sido ruidosas e persistentes. A lógica sugere que o uso deve diminuir. Isso não acontece. O número de usuários em todo o mundo continua a aumentar.
A Organização Mundial da Saúde tem uma estimativa rigorosa. Fumar causa três milhões de mortes todos os anos. São muitas vidas. A projeção é ainda mais escura. Dentro de duas décadas, o tabaco causará mais mortes do que qualquer doença isolada.
Por que isso persiste? A planta é fácil de cultivar. As folhas são potentes. A nicotina é viciante. Mas a história é clara. Sabemos do perigo há séculos. Nós negociamos isso por lucro. Chamamos isso de remédio quando não era.
As folhas permanecem enormes. As flores ainda estão rosadas. O dano, porém, não é cosmético. É sistêmico. E o número de mortos está aumentando.













