A nova onda não era apenas um gênero. Foi um clima. Uma reação. Um selo abrangente deu um tapa na explosão da música no final dos anos 1970 e início dos anos 1980. O nome? Emprestado diretamente do cinema francês New Wave do final dos anos 1950. Parecia fresco. Artístico. Uma pausa na velha guarda.

Mas por que isso aconteceu? Porque as pessoas estavam entediadas. Entediado com a agressão política crua do punk. Entediado com a estagnação corporativa do rock mainstream. A nova onda pegou o mantra central do punk – você não precisa ser tecnicamente proficiente para começar uma banda – mas adicionou uma camada de polimento. Ele veio das vibrações mais leves e alegres do pop dos anos 1960. Ele emprestou as sensibilidades da moda da década de 1950. O resultado? Bandas que eram peculiares, comercialmente viáveis ​​e infinitamente mais dançantes do que suas contrapartes abrasivas.

O som estava bagunçado da melhor maneira. Ele compartilhava um senso de humor. Um cool independente. Se você estivesse ouvindo nos EUA, ouviria um amplo espectro de estilos unidos por essa atitude despreocupada.

A cena da nova onda americana

Nem tudo eram sintetizadores e trajes. A paisagem americana era diversa. Pegue os B-52. Eles surgiram de Atenas, Geórgia, entre todos os lugares. O som deles era uma mistura híbrida de harmonias de grupos femininos e experimentação vocal. Pense em lamentos no estilo Yoko Ono misturados com batidas de dança. Funcionou.

Depois houve a loira. Deborah Harry se tornou o símbolo sexual que todos queriam ser ou com quem todos queriam ser. Eles preencheram a lacuna entre a energia punk e a acessibilidade pop sem sacrificar nenhuma delas.

Jonathan Richman e os Modern Lovers ofereceram algo diferente. Sua melodia parecia falsa de propósito. Uma piscadela. Um aceno de cabeça. Não estava tentando muito.

E não dá para falar da época sem mencionar os Go-Go’s. Seu álbum de estreia, Beauty and the Beat, alcançou o primeiro lugar em 1982. Uma banda só de mulheres estourando em uma indústria dominada pelos homens? Isso não era apenas música. Isso foi uma declaração.

The Cars obteve sucesso imediato no Top 40 com faixas como “Just What I Needed”. Elegante. Orientado por sintetizador. Pronto para rádio.

Mas nem tudo foram sucessos de rádio. Havia uma ala artística e vanguardista. Devo. Cabeças Falantes. Eles pegaram o conceito de “qualquer um pode jogar” e o ampliaram até se transformar em algo intelectual. Algo estranho.

Este é o cerne do que foi a nova onda. Não foi apenas uma coisa. Foi uma reação ao que veio antes, filtrada pelas lentes da nostalgia pop e da experimentação artística. Durou para sempre? Não. Mas durante alguns anos, esteve em toda parte. E parecia o futuro, mesmo que estivesse olhando para trás em busca de inspiração.

O Sangramento Principal

A cena new wave britânica não era apenas um monólito. Era um ecossistema fragmentado de compositores inteligentes e amantes de gêneros. Você tinha veteranos do pub rock como Nick Lowe, Graham Parker e Elvis Costello liderando o ataque. Depois vieram os refrões sofisticados e contagiantes de Squeeze e XTC. Os revivalistas do ska, especificamente Madness and the Specials, mantiveram a energia elevada. Joe Jackson recusou-se a permanecer na mesma faixa. Synthesizer atua como Human League, Heaven 17 e A Flock of Seagulls trouxe o pulso eletrônico. E você não pode ignorar os Novos Românticos. Duran Duran, Adam e as Formigas, Clube Cultural. Eles usaram os cosméticos. Eles venderam a estética.

Quando as paredes desabaram

À medida que se aproximava meados da década de 1980, a linha que separava a nova onda do mainstream corporativo tornou-se turva. Não apenas diminuiu. Ele desapareceu. Bandas como os Pretenders, lideradas pela ex-jornalista de rock Chrissie Hynde, fizeram a transição. A Polícia. U2. Eles se tornaram enormes. Extremamente popular. A distinção entre o sucesso underground e o mainstream tornou-se sem sentido.

A vida após a morte de uma cena

Punk foi declarado morto. De novo. Já ouvimos isso antes. Mas as sensibilidades musicais e fashion da nova onda não morreram com ela. Eles demoraram. Eles influenciaram a música pop na década de 1990. O grunge tirou um pouco dessa energia punk. A alternativa ficou com o resto. Mas nova onda? Ficou. Adaptou-se. Ele sobreviveu.

O que acontece quando uma subcultura se torna a cultura? A resposta nem sempre é bonita. Mas é definitivamente interessante.